Vasco Mascarenhas, 1º conde de Óbidos

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About Vasco Mascarenhas, 1º conde de Óbidos

1.º Conde de Óbidos. Alcaide de Óbidos. General do Exército Português. 49.º Governador da Índia(1652 a 1653) 17.º Governador do Brasil (1640), 27.º Vice-reis da Índia (1652 a 1653). 2.º Vice-reis do Brasil (1663 a 1667). Senhor do Palácio da Rocha do Conde de Óbidos, que o mandou edificar e terminado pelo seu filho Fernando. Manteve-se na família até 1905, Por morte do 9.º Conde de Óbidos.

Vasco de Mascarenhas, Conde de Óbidos, (c. 1605 — 4 de julho de 1678) foi um administrador colonial português. Foi governador-geral do Brasil em 1640 e, posteriormente nomeado vice-rei do Brasil, cargo que exerceu de 21 de julho de 1663 a 13 de junho de 1667. Foi também vice-rei da Índia, de 1652 a 1653.

Baixou regimento para os governadores do Rio de Janeiro em 10 de outubro, pelo qual revogou os poderes extraordinários atribuídos a Salvador Correia de Sá e Benevides, e restringindo algumas atribuições que datavam de Mem de Sá.

Já a 6 de julho, mandou quebrar o padrão da moeda, passando as de 3$650 a valer 4$000, as de 1$760 a correr como 2$000 e assim por diante.

A 20 de novembro, promulgado decreto que, junto com o de 22 de março de 1663, para sua execução exigiu a promulgação pelo Conde de Óbidos de longo regimento em 7 de julho de 1663 que providenciou a subida de 12,5% nas moedas de ouro e 25% nas de prata. Far-se-iam tantos cunhos quanto necessários e se procederia à contramarcação na casa dos contos da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Vicente, em que costumavam assistir provedores da Fazenda; nos cunhos para as moedas de ouro se abriria um escudete com uma coroa em cima e dentro no escudo o novo valor; nos cunhos para prata não havia escudo para a declaração do valor e sobre as letras estaria uma coroa. Recunhado o dinheiro, o tesoureiro geral responderia na própria espécie ao seu dono com a mesma quantidade de dinheiro resselado com 5% de avanço se fosse de prata, com 2,5% se fosse de ouro.

Em 22 de março de 1663 uma lei no Reino levantou 25% no valor das moedas, sob Afonso VI: as patacas foram elevadas de 480 a 600 réis, no Brasil passam a correr por 640 rs, com o acréscimo de dois vinténs que as câmaras por arbítrio próprio estabeleceram. Dar à moeda valor acima do que no Reino parecia à administração portuguesa o meio de a reter na colônia, quando o balanço das transações lhe era contrário. Contudo, nao passou de convenção tolerada das autoridades, mas sem fundamento legal.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_de_Mascarenhas)

fotografias in, http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2015/05/palacio-sede-da-cruz-vermelha-portuguesa.html

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OBIDOS, Villa na Provincia da Eftremadura; defta Villa foy feito Conde D. Vafco Mafcarenhas, de que tirou carta a 22 de Dezembro de 1636, que eftá na Chancellaria do dito anno, liv. 27, pág.. 210; depois quando paffou por Vice-Rey do Eftado do Brafil, El Rey D. Affonfo VI lhe fez merce, entre outras, de Conde de Obidos de juro para todos os feus fucceffores na fórma da Ley mental, de que fe lhe paffou carta a 14 de Abril do anno de 1663, que eftá na fua Chancellaria, liv 27, pág.. 211. A Varonia defta Cafa he de Mafcarenhas, a mefma, que deixamos efcrita na Cafa de Gouvea, por fer D. Vafco Mafcarenhas irmao de D. Joao Mafcarenhas, II Conde de Santa Cruz, e filho quarto de D. Fernao Martins Mafcarenhas, Senhor de Lavre, e Eftepa, Commendador de Mértola, e de fua mulher Dona Maria de Lencafte. D. Vafco Mafcarenhas, I Conde de Obidos, fervio em Flandes, foy Governador, e Capitao General do Reyno do Algarve, e Governador das Armas na Provincia de Alentejo, Vice-Rey da India, e depois do Eftado do Brafil, eftribeiro Mór da Rainha Dona Maria Francifca de Saboyha, do confelho de Eftado, e Guerra, Commendador da Lourinhaa na Ordem de Chrifto, Alcaide Mór de Obidos. Cafou duas vezes.

Don Vafco Mafcareñas, hijo quarto de D. Fernan Martinez, fue primer Conde de Ovidos y fuccefor en las Encomiendas de D. Dionifio de Lencaftro fu hermano, y en la Alcaydia mayor de Ovidos: cafó dos veces, la fegunda con Doña Juana Francifca Mafcareñas de Villena fu fobrina, hija de fu hermano Don Juan, tercer Conde de Santa Cruz, y de la Condefa Doña Beatriz Mafcareñas. Doña Juana Francifca murió Carmelita Defcalza en Alva de Tormes, donde fe llamaba Sor Juana Francifca Terefa de Jefus... Historia de la Muy Ilustre Casa de Sousa, España, 1770 Condes de Ovidos, Palma y Sagubal, Merinos mayores. Pág. 432

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O título de Conde de Óbidos foi concedido a D. Vasco Mascarenhas, alcaide-mor de Óbidos, filho de D. Fernão Martins Mascarenhas, senhor de Lavre, e de sua mulher D. Maria de Lancastre, por Carta de Filipe IIIde 22 de Dezembro de 1636, como recompensa por serviços prestados.

Em 1646 recebeu as honras de conde parente, as quais, desde então, foram hereditárias nesta casa.

Em 1652 foi nomeado vice-rei da Índia.

Foi casado duas vezes, a primeira com D. Jerónima de La Cueva y Mendoza e a segunda com a sua sobrinha D. Joana de Vilhena.

A união das casas de Sabugal Palma resultou do primeiro casamento de D. Brites de Meneses, 3.ª condessa do Sabugal, com D. Nuno Mascarenhas da Costa, herdeiro do morgado de Palma, irmão do primeiro conde de Palma, D. António Mascarenhas da Costa. Desse casamento nasceu D. João Mascarenhas de Castelo Branco da Costa 2.º conde de Palma.

Pelo casamento de D. Fernão Martins Mascarenhas, 2.º conde de Óbidos, com D. Brites Mascarenhas da Costa e Castelo Branco Barreto, 4.ª condessa do Sabugal e 3.ª condessa de Palma, em 1669, ficaram reunidas as casas do Sabugal e de Palma com a de Óbidos.

O casamento de D. Pedro de Sousa Coutinho Monteiro Paim, filho dos primeiros marqueses de Santa Iria, com D. Eugénia Maria de Assis Castelo Branco e Lancastre, 6.ª condessa de Óbidos e de Sabugal e 7.ª condessa de Palma, a 31 de Agosto de 1839, reuniu as casas de Óbidos, Palma e Sabugal com a Casa de Santa Iria.

http://www.inventarq.fcsh.unl.pt/index.php/casa-de-obidos-palma-sabugal

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