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Imigrantes Suíços ao Brasil

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Profiles

  • João Henrique Algover (c.1847 - 1940)
    Reference: MyHeritage Family Trees - SmartCopy : Jul 15 2018, 23:03:41 UTC
  • Marie Butty (1773 - 1845)
    Reference: FamilySearch Family Tree - SmartCopy : May 7 2018, 1:49:59 UTC
  • Antoine Butty (1771 - 1845)
    Reference: FamilySearch Family Tree - SmartCopy : May 7 2018, 1:48:17 UTC
  • Françoise Butty (c.1813 - 1820)
    Reference: FamilySearch Family Tree - SmartCopy : May 7 2018, 1:38:47 UTC
  • Joseph Butty (1810 - d.)
    Reference: FamilySearch Family Tree - SmartCopy : May 7 2018, 1:38:47 UTC

A imigração suíça no Brasil foi uma das primeiras a ocorrer. Os suíços foram os primeiros imigrantes europeus a se estabelecerem no Brasil, depois dos portugueses.

Os primeiros imigrantes suíços chegaram ao Brasil entre 1819-1820, oriundos do cantão de Friburgo. Dom João VI batizou o lugar de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Eram ao todo 261 famílias, totalizando 1.682 imigrantes. Os colonos suíços foram atraídos para as serras do Rio de Janeiro pelo rei Dom João VI, com o intuito de povoar a região fluminense e europeizar a região das serras. Hoje seus descendentes são encontrados aos milhares por toda a serra fluminense, miscigenados com portugueses, negros, italianos, etc.

Um outro fluxo de suíços foi encaminhado para o Sul do Brasil durante todo o século XIX, com destaque para o grupo de imigrantes chegados a Colônia Dona Francisca (hoje Joinville), em Santa Catarina. Um pequeno grupo de imigrantes fundaram em 14 de abril de 1888, no município de Indaiatuba, a colônia de Helvetia. Não se sabe ao certo quantos suíços imigraram para o Brasil, pois muitos deles eram contados como sendo alemães, porém, a presença dos imigrantes suíços no Rio de Janeiro, em São Paulo, no município de Rio Novo do Sul, no Espírito Santo, estes suíços de origem alemã e no Sul do Brasil é notável.

Em 16 de maio de 1818 o Príncipe-Regente D. João VI, sentindo a necessidade de uma colonização planejada, a fim de promover e dilatar a civilização do Reino do Brasil, baixou um Decreto que autorizou o agente do Cantão de Friburgo, na Suíça, Sébastien-Nicolas Gachet, a estabelecer uma colônia de cem famílias suíças na Fazenda do Morro Queimado, no Distrito de Cantagalo, localidade de clima e características naturais parecidas às de seu país de origem. Entre 1819-1820 chegavam a Nova Friburgo 261 famílias de colonos suíços, 161 a mais do que havia sido combinado nos contratos, formando-se assim o núcleo inicial da povoação.

Essa mudança na quantidade de colonos ocorreu devido à fome e à miséria, resultado das guerras que assolavam o velho continente. A quantidade de pessoas insatisfeitas na Suíça era enorme, por isso, não foi difícil para Gachet convencer seus compatriotas a embarcarem rumo ao novo mundo. O número inicial de 100 famílias não foi cumprido, vieram muito mais pessoas do que havia sido combinado nos contratos, mais de 2000 suíços espremidos em sete veleiros. O resultado deste ato foi desastroso, cerca de 1/4 dos suíços morreriam durante a viagem, número comparado a dos navios negreiros.

Esse foi o primeiro movimento organizado, contratado pelo governo brasileiro, de imigrantes europeus a se estabelecerem no Brasil. O segundo movimento seria dos imigrantes alemães, cerca de 400, que também se estabeleceriam em Nova Friburgo no ano de 1824, vindo substituir muitos dos suíços que abandonaram seus lotes e se dispersaram por toda a região serrana e centro norte de estado do Rio de Janeiro em busca de terras férteis e mais acessíveis.

Fonte: WP