José Joaquim Cardoso de Mello, Dr.

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José Joaquim Cardoso de Mello, Dr.

Birthdate:
Birthplace: Areias, São Paulo, Brazil
Death: Died in São Paulo, São Paulo, Brazil
Immediate Family:

Son of Joaquim José Cardoso, Ten. Cel. and Leonor Franco de Mello Carvalho Leme
Husband of Emiliana Isabel Gomes Guimarães, Mílí
Father of José Joaquim Cardoso de Melo Jr., Dr.; Maria Leonor Cardoso de Mello; Rita Cardoso de Mello; Jesuíno Ubaldo Cardoso de Mello; Joaquim Alberto Cardoso de Mello and 2 others
Brother of Maria Leonor Cardoso de Mello

Managed by: Lúcia Pilla
Last Updated:

About José Joaquim Cardoso de Mello, Dr.

Relendo o magnífico trabalho histórico policial intitulado 'Cem Anos de Polícia", de autoria dos meus queridos amigos dr. Afonso Celso de Paula Lima e Agnelo Rodrigues, veio-me à mente a idéia de escrever a presente biografia de meu avó paterno, reivindicando para o seu nome o período em que exerceu o cargo de Chefe de Polícia da Província, interinamente, uma vez que, por força da Lei n.° 261, de 3 de Dezembro de 1841, só poderiam ser escolhidos efetivamente para esse cargo os Desembargadores e Juízes de Direito. Nosso biografado, conforme vamos verificar, sempre foi advogado militante e político conservador, tendo exercido destacados e importantes postos legislativos e administrativos provinciais. Nascido aos 11 de Abril de 1834, no prédio onde hoje se acha instalada a Santa Casa de Misericórdia, na então progressista e rica cidade de Areias, banhada pelo poético Ribeirão Vermelho, afluente do Rio Paraíba, José Joaquim fez os seus primeiros estudos em sua terra natal, tendo como companheiros o velho dr. Joaquim Celidônio Gomes dos Reis, o capitão Laurindo José de Carvalho Penna e muitos outros.

O progenitor do nosso biografado, tenente-coronel Joaquim José Cardoso, nascera em Santarém (Portugal), pelo ano de 1788. Em 1808, desembarcara no pôrto do Rio de Janeiro, de um dos navios usados pelo príncipe regente dom João em sua precipitada fuga da terra lusitana, onde já haviam penetrado as vanguardas do exército napoleônico do general Junot. Faleceu Joaquim José Cardoso aos 93 anos de idade, no ano de 1881 e na cidade de Areias, ao que parece. Fôra casado com Leonor Frenco de Carvalho, filha do alferes Manoel de Carvalho Leme e de Francisca Franco de Mello (casados e'stes últimos em Mogi das Cruzes, no ano de 1809) , aquele, natural de Areias, filho do capitão-mór de, igual nome e de Ana Joaquina, e esta, nascida em Mogi das Cruzes, talvez no ano de 1790, filha de Manoel Gonçalves de Mello e de Leonor Franco de Camargo (Genealogia Paulistana, de Silva Leme, volume 2.°, página 299) .

Fez todo seu curso secundário no afamado "Colégio Caraça", da província de Minas Gerais.

Aos 19 anos, em Janeiro de 1854, matriculava-se na tradicional Faculdade de Direito de São Paulo, com o nome de José Joaquim Cardoso, a que mais tarde acrescentou "Mello" que lhe advinha de sua progenitora Dona Leonor Franco de Mello Carvalho Leme, filha do alferes Manoel de Carvalho Leme e de dona Francisca Franco de Mello, esta última que ainda vivia naquele tempo. Fêz isso para evitar desagradáveis confusões, pois há cem anos passados existia na Província um enorme número de pessoas que respondiam pelo nome de José Joaquim Cardoso.

Pessoas menos informadas há que atribuem a origem do nome "Mello" em sua assinatura ao fato da honrosa, estreita e cordial amizade que o nosso biografado sempre manteve com o seu colega de turma, o insigne paulista de Pindamonhangaba, Francisco Ignácio Marcondes Homem de Mello, mais tarde Barão Homem de Mello.

Foram seus colegas de turma na velha Academia do largo de São Francisco: o Barão Homem de Mello, notável historiador; o Barão Ataliba Nogueira, chefe político com grande fOrça eleitoral em Campinas; Afonso Celso de Assis Figueiredo, mais tarde Visconde de Ouro Preto, jurisconsulto e Presidente do Conselho; Alberto. Antônio Soares; Américo Ferreira de Abreu; Antônio Barbosa da Silva e Souza, bananalense, filho do comendador Barbosa, um dos beneméritos fundadores daquela tradicional cidade; Antônio Caetano de Oliveira Carvalho, também bananalense e irmão do senador Paulo Egidio; Antônio José da Rocha, deputado provincial em 1860; Antônio Rodrigues do Prado Júnior, natural da província de Mato. Grosso; Aureliano Cândido Tavares Bastos, notável jurisconsulto e estadista; Baltazar da Silva Carneiro, abalizado jurisconsulto e advogado; Benjamim Rodrigues Pereira, deputado provincial à 14.a Legislatura de Minas Gerais; Braz Barbosa da Silva, bananalense de velha estirpe; Carlos Augusto de Oliveira Figueiredo, que foi na Monarquia presidente da província de Minas Gerais e, na República, senador pelo Estado do Rio de Janeiro; Carlos Henrique de Aguiar Melchert, diretor da Secretaria da Assembléia Provincial e professor de inglé's no curso anexo à Faculdade de Direito; Cristiano Maurício Stockler de Lima, Juiz Municipal, Delegado de Polícia e deputado provincial em Minas; Claudino Pereira da Fonseca, natural de Ouro Preto (Minas Gerais) ; Daniel Artur Horta O'leary, nascido em Sabará, província de Minas; Daniel Dias Ribeiro de Almeida, paranaense, que foi casado com uma filha do dr. Rafael de Araújo Ribeiro; Delfino Pinheiro de Ulhôa Cintra, notável político; Eduardo José de Moura, natural da província de Minas, onde exerceu a magistratura; Euzébio de Queiroz Mattoso Ribeiro, Juiz Municipal em Macaé e depois deputado provincial em Minas; Fernando Lourenço de Freitas, Juiz Municipal em Lorena e mais tarde prócer do Partido Liberal; Francisco Infante Vieira, natural da província do Rio; Francisco José da Silva e Almeida, natural da província da Bahia; Francisco de Paula Toledo, natural da Pindamonhangaba; Francisco Quirino da Rocha Werneck, natural da província do Rio; Guilherme Caetano Guimarães Alvim, Juiz Municipal em Minas; Guilherme de Almeida Magalhães, mineiro que advogou em Valença; Jerônimo José de Campos Fleury, natural de Goiás, onde exerceu a magistratura; João Tobias de Aguiar e Castro, filho do Brigadeiro Tobias e da Marqueza de Santos; João de Aguiar Telles de Menezes, natural de Sergipe; João Alves de Siqueira Bueno, paulista de Guarulhos e deputado provincial em várias legislaturas; João Batista Cortines Laxe, vereador e deputado no Rio de Janeiro; João Bráulio Moinhos de Vilh.ena, deputado e depois magistrado em Minas; José Tito Nabuco de Araújo, jurista e irmão do conselheiro Joaquim Nabuco; João Carlos de Oliva •Maia, lente da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro; João Carlos de Souza Peixoto, fluminense, foi promotor público em Itaborai; João Gonçalves Gomes de Souza, natural de Minas, onde exerceu a magistratura, bem como no Estado do Rio, de cuja Côrte de Relação foi Presidenta; João Coelho Linhares, natural de Minas, onde exerceu a judicatura; João Pinto Borba, que perdeu uma vista no 5.° ano; João Ribeiro da Silva, nascido na Capital de São Paulo, onde exerceu cargos públicos e foi banqueiro; João de Saldanha da Gama, nascido no Rio de Janeiro; João Teixeira de Miranda Júnior, natural da província do Rio e que exerceu a promotoria durante alguns anos em Cabo Frio e Cantagalo; Joaquim Leonel de Rezende Alvim, mineiro de São João Del Rey, republicano histórico e político dos mais notáveis; José de Andrade Guimarães, natural da província do Rio e que foi Juiz de Rio Claro, onde foi aposentado compulsàriamente; José de Castro Mendonça Furtado, natural da cidade de São Paulo e que foi Juiz Municipal em Cunha; José Corrêa de Castro, natural da província do Rio, onde exerceu o cargo de Juiz Municipal de Vassouras; José Feliciano Horta de Araújo, nascido em Minas Gerais e que foi deputado geral pela província do Espírito Santo; José Gonçalves Viriato de Medeiros, cearense, ex-deputado constituinte e ao I.° Congresso da República; Júlio Acioli de Brito, nascido na Bahia e que, depois de ter sido deputado provincial do Rio, ingressou para a magistratura, chegando até o Tribunal de Relação de Ouro Preto; Luiz Antônio Fernandes Pinheiro, fluminense, que chegou a Desembargador à Côrte da Apelação do Riode Janeiro; Luiz Joaquim Duque Estrada Teixeira, carioca, que mais tarde foi Juiz 2122 São Paulo; Manuel Joaquim de Azevedo Avelar, nascido na província d: P.o; Manuel Joaquim Pinto de Souza, natural de São Paulo, pai do professor de Souza; Manuel do Nascimento Fonseca Gaivão, sergipano que foi Juiz em Jacareí; Narciso Tavares Coimbra, natural da província de Minas; Paulo José Pereira de Almeida Tôrres, fluminense, filho do Visconde de Macaé; Rafael de Aguiar Paes de Barros, natural de São Paulo, em cuja Capital foi vereador republicano, ainda no regime monárquico; Raimundo Borges Leal Castelo Branco, piaulense, promotor público de Bananal, em 1859 e Juiz Municipal de Destérro (hoje Florianópolis), em Santa Catarina; Teófilo Nóbrega Airosa, natural de Minas; Washington Rodrigues Pereira, de Minas, deputado provincial e irmão do conselheiro Lafayete.; Venâncio José de Oliveira Lisboa, Visconde de São Venãncio, Presidente da Bahia e da Paraíba, na Monarquia. Em sua magnífica e jocosa história da Academia de São Paulo, intitulada: Tradições e Reminiscências" (primeira série, página 197), o notável jurista e homem de letras Almeida Nogueira, assim se expressou ao traçar o perfil do nosso biografado:

"José Joaquim Cardoso de Mello — Paulista, filho do tenente-coronel Joaquim José Cardoso e nascido em Areias, a 11 de Abril de 1834.

No físico, altura regular, antes magro que corpulento, tez clara, pálido, pouca barba, mas esta preta, bigodes raspados. Era gago e tomava rapé.

Com tudo isto — um estudantão. Seguramente um dos primeiros da turma. Entretanto, de notável modéstia.

Foi promotor público e depois advogado durante muitos anos em Areias, e nos têrmos e comarcas circunvizinhos.

Depois da ascensão do partido conservador em 1868, no ano seguinte fez parte da chapa para deputados, à Assembléia Provincial de São Paulo; e foi eleito para o biênio de 1870-71.

Em 1873, foi nomeado secretário da Província, e neste cargo se conservou até 1881. Exerceu então, se bem que conservador, o cargo de chef e de policia interino, sob o govérno de Floréncio de Abreu. (O grifo é nosso).

Nessa data foi nomeado inspetor do tesouro provincial, cargo que desempenhou até o ano de 1889. Exerceu, por fim, a advocacia nesta Capital, onde veio a falecer a 24 de Fevereiro de 1890.

É pai dos drs. Cardoso de Mello, advogado em São Paulo, Jesuíno Cardoso, deputado federal, Joaquim Cardoso, juiz de órfãos no Rio de Janeiro e Raul e Alberto Cardoso, talentosos moços, também formados em direito, e advogados nesta Capital.

Como dissemos, o dr. Cardoso de Mello sofria de gagueira. Era, não obstante, orador e, cousa curiosa, — fluente orador. Tem-se observado análogos fenômenos em várias outras pessoas. Gaguejam quando falam no tom natural, e perdem esse embaraço quando, precavidos, oram ou declamam. Isto se dava, por exemplo, com o dr. Sebastião Pereira e ainda se repete com o dr. João Mendes Júnior. À menor distração, porém, lá volta a importuna gagueira. Uma vez, na tribuna da Assembléia Provincial, falava e falava bem, como sempre, o dr. Cardoso de Mello.

Eis que lhe sobrevém o terrível embaraço... Disse, então, a meiavoz, julgando não ser ouvido, um perverso adversário: — Solte o carôço! — Já... já o engulí, replicou de pronto o orador. Ago... gora, se o quer, ain...da... assim?...

Noutra ocasião, ocupava o dr. Cardoso a tribuna da defesa era:-- ze o tribunal do juri desta Capital e desempenhava a promotoria o dr. Paulo Egídio, seu amigo e admirador.

Éste, porém, muito abstrato e empregando uma linguagen figurativa referiu-se a "advogados que soletravam textos de !es e gaguejavam argumentação jurídica.....

— Eu sou ga...gago de palavra, atalhou o dr. Cardoso. mas_ -- — Eu me refiro aos gagos de espirito. explicou o promotor público."'

Em austera cerimônia na já tradicional Academia do largo de São Francisco, o nosso biografado colava o grau de Bacharel em Direito precisamente no dia 24 de Novembro de 1858. Voltando para sua querida cidade natal, a pequenina Areias, que pouco antes, pela Lei n.° 11 de 24 de Março de 1857, recebera foros urbanos, montou sua banca de advocacia da qual apenas se afastou para ocupar cargos públicos incompatíveis com a mesma. Exerceu, se bem que por pouco tempo, o cargo de Promotor Público, tendo empolgado o Tribunal do Juri em brilhantes e sensacionais acusações que lhe valeram particular renome de orador e discutidor dotado de argumentação e dialética irrespondíveis. No dia 3 de Agosto do ano seguinte de 1859, em São José do Barreiro, no Oratório Particular da residência do alferes Jesuino Ferreira Guimarães, — casou-se com dona Emiliana Gomes Guimarães, filha legítima daquele e de dona Emiliana Isabel Gomes. Nascida na cidade de São José do Barreiro, no dia 8 de Agosto de 1844, "Dona MUI", como familiarmente atendia a espôsa do nosso biografado, era neta paterna do capitão Joaquim Lopes Guimarães (Prefeito de São Paulo em 1835, Vereador à sua Câmara de 1833 a 1837 e Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa .2m 14 de Março de 1846) e de sua espôsa Isabel Maria Ferreira de Souza, ambos mineiros de Aiuruoca. Pelo lado materno, era neta do comendador José Luiz Gomes (insigne fluminense de Pirai agraciado com o título de Barão de Mambucaba — por decreto imperial de 2 de Dezembro de 1854) e de sua segunda espôsa Maria Rosa da Conceição. Seu sogro o alferes Jesuino Ferreira Guimarães fôra, no ano de 1831, Juiz Ordinário e de Órfãos do Térrno de .Areias. Em terras de sua jurisdição, juntamente com seu tio sargento-mór João Ferreira de Souza (um dos integrantes da comitiva do príncipe regente dom Pedro na sua viagem a São Paulo, e na sua visita a Santos, em cujo regresso assistiu à proclamação da nossa independência, nas margens do Ipiranga) e seu cunhado José Luiz Gomes Júnior, fundou a povoa- ção de São José do Barreiro, no dia 2 de Agosto de 1833. Nascido no dia 15 de Dezembro de 1800, em Aiuruoca, da então Capitania das Minas Gerais, o tenente Jesuino veio a falecer no dia 7 de Janeiro de 1866, na fazenda da Boa Vista, de sua propriedade, no Alto de Sant'Ana, próximo à cidade do Barreiro. Conservador intemerato e convicto, com a vitória de seu partido e ascenção do mesmo ao poder em 16 de Julho de 1868, foi Cardoso de Mello, no ano seguinte, eleito Deputado provincial para o biênio 1870-71. Foram componentes da 19.a Legislatura provincial : 1. 0 Distrito — Dr. Antô- nio Rodrigues de Azevedo Ferreira, Dr. Francisco Ribeiro de Escobar, Dr. Ignácio Wallace da Gama Cocki ane, Dr. João Mendes de Almeida, Padre João Vicente Valladão, Dr. Joaquim Lopes Chaves, Dr. José Antônio de Magalhães Castro Sobrinho, Dr. Manoel Firmino Pereira Jorge, Tenente-Coronel Zeferino José Damaceno, Dr. Rodrigo Augusto da Silva, Dr. Francisco António de Araújo, D r. Joaquim Fernandes de Barros; 2.° Distrito — Dr. Joaquim Otávio Nébias, Dr. José Ferraz de Oliveira, Padre Scipião Ferreira Goulart Junqueira, Padre Antônio Pereira Bicudo, Dr. Frederico José Cardoso de Araújo Abranches, Coronel Joaquim Antônio de Paula Machado, Dr. Salvador José Correia Coelho, Dr. Joaquim António Correia Coelho, Dr. José Joaquim Cardoso de Mello, Padre Tobias da Costa Rezende, Tenente-Coronel Manoel Jaeyntho Domingues de Castro, Dr. Pedro Vicente de Azevedo; 3.° Distrito — Dr. Antônio Augusto da Fonseca, Dr. Estevarn Ribeiro de Souza Rezende, Dr. Antônio Pinheiro de Ulhôa Cintra, Dr. Manoel Joaquim Pinto de Souza, Dr. Francisco de Assis Pacheco Júnior, Dr. José Alves dos Santos, Dr. Antônio da Silva Prado, Dr. Venâncio de Oliveira Ayres, TenenteCoronel Joaquim Leonel Ferreira, Padre Cláudio Martins Silveira Rosa, Capitão Emigdio José da Piedade e Dr. Paulo Egidio de Oliveira Carvalho. Escolhido no dia 7 de Março de 1870, para as funções de membro da Comissão de Câmaras da Assembléia Legislativa, foi pouco depois eleito Presidente dêsse mesmo órgão, onde prestou assinalados serviços à causa pública. Findo seu mandato legislativo, quis dedicar-se ainda mais ao seu berço natal — a cidade de Areias, sendo escolhido em fins de 1872 para Presidente da Comissão de Reformas da tradicional Matriz de Sant'Ana, da qual faziam parte Antônio Batista Pereira e o vigário Cassiano Rodrigues da Silveira. CamariRta areiense que fóra, desde a vitória do Partido Conservador em

que pouco antes, pela Lei n.° 11 de 24 de Março de 1857, recebera foros urbanos, montou sua banca de advocacia da qual apenas se afastou para ocupar cargos públicos incompatíveis com a mesma.

Exerceu, se bem que por pouco tempo, o cargo de Promotor Público, tendo empolgado o Tribunal do Juri em brilhantes e sensacionais acusações que lhe valeram particular renome de orador e discutidor dotado de argumentação e dialética irrespondíveis.

No dia 3 de Agosto do ano seguinte de 1859, em São José do Barreiro, no Oratório Particular da residência do alferes Jesuino Ferreira Guimarães, — casou-se com dona Emiliana Gomes Guimarães, filha legítima daquele e de dona Emiliana Isabel Gomes.

Nascida na cidade de São José do Barreiro, no dia 8 de Agosto de 1844, "Dona Mili", como familiarmente atendia a espôsa do nosso biografado, era neta paterna do capitão Joaquim Lopes Guimarães (Prefeito de São Paulo em 1835, Vereador à sua Câmara de 1833 a 1837 e Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa .2m 14 de Março de 1846) e de sua espôsa Isabel Maria Ferreira de Souza, ambos mineiros de Aiuruoca. Pelo lado materno, era neta do comendador José Luiz Gomes (insigne fluminense de Pirai agraciado com o título de Barão de Mambucaba — por decreto imperial de 2 de Dezembro de 1854) e de sua segunda espôsa Maria Rosa da Conceição.

Seu sogro o alferes Jesuino Ferreira Guimarães fôra, no ano de 1831, Juiz Ordinário e de Órfãos do Térmo de Areias. Em terras de sua jurisdição, juntamente com seu tio sargento-mór João Ferreira de Souza (um dos integrantes da comitiva do príncipe regente dom Pedro na sua viagem a São Paulo, e na sua visita a Santos, em cujo regresso assistiu à proclamação da nossa independência, nas margens do Ipiranga) e seu cunhado José Luiz Gomes Júnior, fundou a povoação de ]São José do Barreiro, no dia 2 de Agosto de 1833. Nascido no dia 15 de Dezembro de 1800, em Aiuruoca, da então Capitania das Minas Gerais, o tenente Jesuino veio a falecer no dia 7 de Janeiro de 1866, na fazenda da Boa Vista, de sua propriedade, no Alto de Sant'Ana, próximo à cidade do Barreiro.

Conservador intemerato e convicto, com a vitória de seu partido e ascenção do mesmo ao poder em 16 de Julho de 1868, foi Cardoso de Mello, no ano seguinte, eleito Deputado provincial para o biênio 1870-71.

Foram componentes da 19.a Legislatura provincial : 1. 0 Distrito — Dr. Antô- nio Rodrigues de Azevedo Ferreira, Dr. Francisco Ribeiro de Escobar, Dr. Ignácio Wallace da Gama Cocki ane, Dr. João Mendes de Almeida, Padre João Vicente Valladão, Dr. Joaquim Lopes Chaves, Dr. José Antônio de Magalhães Castro Sobrinho, Dr. Manoel Firmino Pereira Jorge, Tenente-Coronel Zeferino José Damaceno, Dr. Rodrigo Augusto da Silva, Dr. Francisco António de Araújo, D r. Joaquim Fernandes de Barros; 2.° Distrito — Dr. Joaquim Otávio Nébias, Dr. José Ferraz de Oliveira, Padre Scipião Ferreira Goulart Junqueira, Padre Antônio Pereira Bicudo, Dr. Frederico José Cardoso de Araújo Abranches, Coronel Joaquim Antônio de Paula Machado, Dr. Salvador José Correia Coelho, Dr. Joaquim António Correia Coelho, Dr. José Joaquim Cardoso de Mello, Padre Tobias da Costa Rezende, Tenente-Coronel Manoel Jaeyntho Domingues de Castro, Dr. Pedro Vicente de Azevedo; 3.° Distrito — Dr. Antônio Augusto da Fonseca, Dr. Estevarn Ribeiro de Souza Rezende, Dr. Antônio Pinheiro de Ulhôa Cintra, Dr. Manoel Joaquim Pinto de Souza, Dr. Francisco de Assis Pacheco Júnior, Dr. José Alves dos Santos, Dr. Antônio da Silva Prado, Dr. Venâncio de Oliveira Ayres, TenenteCoronel Joaquim Leonel Ferreira, Padre Cláudio Martins Silveira Rosa, Capitão Emigdio José da Piedade e Dr. Paulo Egidio de Oliveira Carvalho. Escolhido no dia 7 de Março de 1870, para as funções de membro da Comissão de Câmaras da Assembléia Legislativa, foi pouco depois eleito Presidente dêsse mesmo órgão, onde prestou assinalados serviços à causa pública. Findo seu mandato legislativo, quis dedicar-se ainda mais ao seu berço natal — a cidade de Areias, sendo escolhido em fins de 1872 para Presidente da Comissão de Reformas da tradicional Matriz de Sant'Ana, da qual faziam parte Antônio Batista Pereira e o vigário Cassiano Rodrigues da Silveira. CamariRta areiense que fóra, desde a vitória do Partido Conservador em

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José Joaquim Cardoso de Mello, Dr.'s Timeline

1834
April 2, 1834
Areias, São Paulo, Brazil
1860
August 19, 1860
Age 26
São Paulo, Brasil
1862
May 31, 1862
Age 28
São José do Barreiro, São José do Barreiro, São Paulo, Brazil
1865
1865
Age 30
1866
1866
Age 31
1869
February 15, 1869
Age 34
Areias, São Paulo, Brazil
1870
August 8, 1870
Age 36
1875
November 25, 1875
Age 41
Areias, Areias, São Paulo, Brazil
1890
February 24, 1890
Age 55
São Paulo, São Paulo, Brazil