Belchior Dias Carneiro

public profile

Is your surname Dias Carneiro?

Research the Dias Carneiro family

Belchior Dias Carneiro's Geni Profile

Share your family tree and photos with the people you know and love

  • Build your family tree online
  • Share photos and videos
  • Smart Matching™ technology
  • Free!

Share

Related Projects

Belchior Dias Carneiro

Birthdate:
Death: Died
Immediate Family:

Son of Lopo Dias and Beatriz, Índia Tapuia
Husband of Hilária Luiz Grou
Brother of Susana Dias; Affonso Dias; Catharina Rodrigues Velho and Izabel Nogueira

Occupation: capitão-mór
Managed by: ABEL LIMA RIVERO
Last Updated:

About Belchior Dias Carneiro

Descobridor das minas do Vuturuna, perto de Parnaíba.

Belchior Dias Carneiro foi um paulista e notável bandeirante. Em 9 de março de 1607, por determinação do provedor das Minas de São Paulo, Diogo de Quadros, seguiu bandeira por ele comandada com 150 homens brancos e muitos índios, embarcando no rio Tietê, no porto de Pirapitingui, rumo ao sertão dos bilreiros´´ ou caiapós.

Filho de Beatriz Ramalho e de Lopo Dias, neto portanto de João Ramalho, era casado com Hilária Luis Grou. Sua descendência figura em Silva Leme, «Genealogia Paulistana», volume I, pg. 34.

Desde 1598 tinha data de terra no caminho do Ibirapuera. Desde 1590 penetrara o sertão na bandeira de seu tio, Antônio de Macedo, e de Domingos Luis Grou, o Moço bandeira essa que atacou os índios tupiães de Mogi; depois fizeram pesquisa de ouro no sertão da Parnaíba, achando-o no sitio do Voturuna, atual município de São Roque (SP). Chefiou uma das divisões da grande bandeira de Nicolau Barreto ao Guairá 1602, apresando índios temiminós.

Fonte: (http://pt.wikipedia.org/wiki/Belchior_Dias_Carneiro)

_________

Antes de partir tivera Belchior Carneiro a ideia de fazer seu testamento. Já sua irmã Suzana Dias havia contrahido novo casamento com Belchior da Costa; portuguez, viuvo de Isabel Rodrigues e escrivão de São Paulo, durante muitos annos. Boa opportunidade, escreveu-lhe, Belchior da Costa, o testamento. De facto a 8 de Março de 1607 estavam promptas as determinações testamentarias do chefe da bandeira. Nomeava curador de seus filhos a seu pae Lopo Dias.

A 29 de Dezembro de 1609 effectuaram-se, em S. Paulo, as exequias do fallecido. A familia e mais moradores foram assistil-as. Sete ou oito leguas distava Parnahyba de S. Paulo, dizia Belchlor da Costa aos juizes. Que esperassem acabar os officios para inicio do inventario dos bens do defuncto.

Concordou o juiz Diogo Moreira. Acabada a cerimonia funebre, ordenou o Juiz a Lopo Dias assumisse a curadoria de seus netos, conforme determinara o fallecido. Escrevera antes da intimação o seguinte bilhete:

"Pesa-me senhores juizes escusar de ser curador de meus netos filhos de Belchtor Carneiro porque eu não posso dizer de o poder ser, assim por minha idade como por me ter entregue aos reverendos padres do Carmo para irmão seu, assim podem fazer curador quem lhes parecer e aqui me assigno hoje 19 de Janeiro de 1609. -"Lopo Dias". (Inv. e Test. II, 132).

Intimou o Juiz de S. Paulo, Francisco de Proença a André Fernandes servisse em lugar do avô. Irritado, protestou André Fernandes. Não atrevia a sel-o, havia outros parentes mais velhos! Não houve remedio decretou o Juiz fosse curador á lide Antonio Coresma, uma vez que os parentes se recusavam. Os bens do finado são postos em leilão no dia de S. Paulo por ser dia santo e haver gente na villa, pelo porteiro Antonio Milão. Requereu o curador dos orphãos ao Juiz não permittisse fosse paga divida alguma, pois contrahira Belchior Car-neiro emprestimo para pagar na sua "torna-volta", emquanto a viagem não fosse acabada nao era Justiça o pagamento. É verdade que era fallecido o nosso Belchior, no entretanto, como parte importante na entrada de 1801, teria seus quinhões na partilha dos indios e nas demais conquistas e descobertas.

Acceitou mezes depois André Fernandes o cargo de curador de seus sobrlnhos. Andreza de dez annos de edade, já estava para se casar. Signal que não esperavam muito tempo para o grande passo da vida. Requereu a viuva Hilaria Dias fosse ella mesma nomeada curadora de seus filhos. Recusava Lopo Dias, avô dos menores, fez difficuldades o tio André Fernandes. Apresenta como fiadores seu cunhado Vicente Bicudo e seu tio Alvaro Neto.

Em Outubro de 1609 chegaram algumas peças trazidas do sertão. Nao entendendo, por ser mulher, soube Hilaria. Diaz, que havia lei pela qual as peças eram forras, perguntava si as podia dar em partilha aos filhos!

Decretou peremptoriamente o governador Lopo de Souza:"Não se podem lançar em partilha nenhuma peças por serem forras".

Replicou-lhe o Juiz dos orphãos, dizendo que não havia outra fazenda para os orphãos. Aliás era costume nos mais inventarios darem partilhas de peças forras aos orphãos para seu sustento e serviço e não para as venderem.

"Requeira o supplicante em forma" despachou já resentido o governador.

Temendo maior azedume, aconselhou o Juiz requeresse Hilaria pedindo a entrega das peças e assim ella sustentaria aos filhos. Vae o requerimento e vem o despacho "para o juiz dos indios informar". Informou o Juiz, Estevam Ribeiro. Ainda exigiu o governador a "in-formação do ouvidor da capitania". Quanta exigencia num caso tão commum! Naturalmente o governador não queria contrariar as leis pra as peças forras. Forras no continuado serviço de seus amos!

Pelo inventario do capitao Belchior podem-se descobrir alguns dos bandeirantes: Capitão Belchior Carneiro (chefe da expedição), Antonio Raposo, o velho (immediato), Mathias Gomes (escrivão do arraial) João Moreira, Manoel Grou, Manoel Requeixo, Estevam Raposo, o moço, Domingos Barboza, Miguel Gonçalves, Lourenço Cabreira e outros mais.

Alguns destes moravam na paragem Parnahyba, outros em Carapicuhyba, Quitaúna e em S. Pau1o, todos do termo da mesma villa.

RESULTADO DA EXPEDIÇÃO Quanto ao resultado desta bandeira nada se sabe ao certo. No entretanto ficou provada a coragem indomita dos paulistas e poderá marcar a segunda parte da vida na paragem Parnahyba, onde a ideia da expedição tivera seu nascimento...

Gloria aos grandes heroes, desta ou doutra paragem, pouco importa" Sao todos paulistas, são brasileiros; heroes da mesma patria! A historia cobrirá de louros e de gloria infinda a immensa e una Patria brasileira.

Francisco de Assis Carvalho Franco termina assim seu artigo sobre D. Francisco:

"Os paulistas no entanto, iniciados por esse maravilhado das terras brasileiras, não mais se detiveram no impulso das suas arrancadas em favor do nosso desenvolvimento geographico.

E desse modo crearam a "cavallaria dos sertões" - emula por mais dois seculos na colonia, pelo seu estoicismo e seu arrojo, de sua remota similar Ibérica, cujo espirito viéra sobrevivendo, sonhadoramente, na figura daquelle admiravel conductor de homens que era o setimo governador geral do Brasil, d. Francisco de Souza".

Informação retirada do livro "Notas para a Historia de Parnahyba" (Publ. 1935) escrito pelo Padre Paulo Florêncio da Silveira Camargo, Vigário de Santana de Parnaíba no começo do século passado.