Artur Silveira da Motta, barão de Jaceguai

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Artur Silveira da Motta, barão de Jaceguai

Also Known As: "Artur Jaceguai"
Birthdate:
Birthplace: São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil
Death: June 06, 1914 (71)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Immediate Family:

Son of Joaquim Ignacio Silveira da Motta and Maria Teolinda da Conceição Ribas
Brother of José Inácio Silveira da Mota; Inácio Francisco Silveira da Mota, barão de Vila Franca; Joaquim Inácio Silveira da Mota and Coriolano Silveira da Mota

Occupation: almirante e historiador
Managed by: Ana Toledo
Last Updated:

About Artur Silveira da Motta, barão de Jaceguai

Artur Jaceguai (Artur Silveira de Mota, Barão de Jaceguai), almirante e historiador, nasceu em São Paulo, SP, em 26 de maio de 1843, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 6 de junho de 1914.

Filho do Conselheiro José Inácio Silveira da Mota, fez os estudos iniciais no Colégio Vitória e, aos 15 anos, era aspirante a guarda-marinha na Escola Naval do Rio de Janeiro, concluindo o curso em 1860. Por essa época o futuro almirante esteve bem próximo de deixar a carreira: o conselheiro Silveira da Mota, impressionado com a catástrofe que destruíra a corveta Isabel, na qual perecera toda uma turma de guardas-marinhas, solicitou ao Ministro da Guerra, Conselheiro Rego Barros, que seu filho fosse transferido para as fileiras do Exército. Mas a essa ideia se opôs o guarda-marinha Artur Silveira da Mota, cuja paixão pela vida do mar era verdadeira e profunda.

Em 1861, fez a primeira viagem de instrução, a bordo da corveta Baiana, sob as ordens do Capitão-de-mar-e-guerra José Maria Rodrigues. Visitou, nessa ocasião, a Inglaterra, a França, a Espanha, a costa da África e os Estados Unidos. Em 1862, foi promovido a Segundo-tenente, sendo nomeado instrutor de hidrografia da turma de guardas-marinhas, que fazia sua viagem de instrução de longo curso a bordo da fragata Constituição. A seguir, foi promovido ao posto de Primeiro-tenente.

Em 20 de fevereiro de 1865, seguiu para o Prata, a fim de se incorporar à esquadra que ia iniciar as operações contra Francisco Solano Lopez. Em 27 de março era nomeado secretário e ajudante-de-ordens do Almirante Tamandaré, comandante-em-chefe das forças navais brasileiras em operações de guerra no Rio da Prata, que, ao findar o período naquele posto, propôs a promoção do seu ajudante a Capitão-tenente. Jaceguai obteve, nessa ocasião, o grau de Conselheiro do Cruzeiro. Enviou-o o Marquês de Caxias ao Rio, em missão reservada e especial junto ao Imperador. Jaceguai desincumbiu-se com discrição e, ao regressar ao Prata, foi nomeado comandante do encouraçado Barroso. Tomou parte destacada na batalha de Curupaiti. A confiança de Caxias e de Inhaúma deu-lhe comissões das mais arriscadas e difíceis. Numa delas, em Humaitá, Jaceguai realiza o grande feito de sua vida, num lance maravilhoso, forçando a passagem perigosíssima do rio, sob o fogo incansável dos canhões paraguaios.

Ao findar a Guerra do Paraguai, tinha ele 26 anos e já era Capitão-de-mar-e-guerra. Foi nomeado comandante do navio Niterói, então o maior navio da esquadra brasileira, e partiu para uma viagem de instrução de longo curso, comandando os guardas-marinhas e oficiais, pela costa norte do Brasil.

Estudioso das questões navais, Jaceguai preocupou-se com o sistema a adotar na esquadra brasileira. Era partidário do sistema Armstrong, que se opunha ao Whitworth, e, em conferências públicas, algumas das quais com a presença de D. Pedro II, defendeu o seu ponto de vista. Feitas experiências sobre o assunto, de acordo com as indicações de Jaceguai, a Marinha brasileira passou a usar o sistema Armstrong.

Deixando a fragata Niterói, Jaceguai foi comandar uma esquadra incumbida de fazer levantamento hidrográfico no estuário do Prata. A seguir, foi nomeado adido naval junto às legações brasileiras em todas as cortes europeias, recebendo o encargo particular de estudar a organização naval desses países. Em dezembro de 1878, foi promovido ao posto de chefe-de-divisão e, no ano seguinte, nomeado enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em missão especial na China. Seguiu a bordo da corveta Vital de Oliveira. Ao voltar, foi escolhido para remodelar o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Em 1882, foi promovido a Chefe-de-esquadra, posto que corresponde a Vice-almirante, e recebeu o título de Barão de Jaceguai.

Em 1887, pediu reforma, ato que provocou veementes apelos de seus camaradas de classe e de seus amigos. Afastado da vida ativa, não se desligou de todo da profissão que tanto amava. Em 1897, foi nomeado diretor da Biblioteca da Marinha, Museu e Arquivo, e para redator da Revista Marítima Brasileira. Em 1900 foi nomeado diretor da Escola Naval, onde realizou um grande programa de administração.

Jaceguai relutou em se candidatar à Academia. Incentivado por Joaquim Nabuco, dentro da ideia de que a Academia deveria representar, nos seus quadros, toda a vida mental brasileira e não apenas os aspectos da atividade literária nacional. Em carta a Machado de Assis, Joaquim Nabuco indagava: “Não compreendo que ele que não tem medo de passar Humaitá o tenha de atravessar a praia da Lapa”, sede então da Academia. No discurso de posse, Artur Jaceguai deixou de fazer o elogio do antecessor, Teixeira de Melo, alegando “não haver conhecido o homem nem a sua obra”. Goulart de Andrade, que o sucedeu na Academia, acreditava ter encontrado outra explicação para esse silêncio: é que nas Efemérides nacionais, ao relatar a passagem de Humaitá pela esquadra brasileira, Teixeira de Melo citou o nome do comandante da divisão, Delfim Carlos de Carvalho, depois Barão da Passagem, omitindo o do comandante do Barroso, Artur Silveira da Mota.

Segundo ocupante da cadeira 6, foi eleito em 28 de setembro de 1907, na sucessão de Teixeira de Melo, e recebido pelo acadêmico Afonso Arinos em 9 de novembro de 1907.

http://www.academia.org.br/academicos/artur-jaceguai/biografia

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Artur Silveira da Motta, barão de Jaceguai's Timeline

1843
May 26, 1843
São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil
1914
June 6, 1914
Age 71
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil