Is your surname Leal Amado de Faria?

Research the Leal Amado de Faria family

Share your family tree and photos with the people you know and love

  • Build your family tree online
  • Share photos and videos
  • Smart Matching™ technology
  • Free!

Jorge Leal Amado de Faria

Birthdate:
Birthplace: Fazenda Auricídia, Itabuna, Bahia, Brazil
Death: August 06, 2001 (88)
Salvador, Bahia, Brazil (Ataque cardíaco)
Place of Burial: Salvador, Bahia, Brazil
Immediate Family:

Son of Coronel João Amado de Faria and Eulália 'Lalu' Leal Amado de Faria
Husband of Matilde Mendonça Garcia Rosa and Zélia Gattai
Father of Eulália Dalila Amado; Private and Private
Brother of Joelson Amado; James Amado and Jofre Amado

Occupation: Escritor
Managed by: Private User
Last Updated:
view all

Immediate Family

About Jorge Amado

Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.

Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Neste período, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.

Publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance, Cacau.

Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935. Militante comunista, foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que fez longa viagem pela América Latina. Ao voltar, em 1944, separou-se de Matilde Garcia Rosa.

Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.

Em 1947, ano do nascimento de João Jorge, primeiro filho do casal, o PCB foi declarado ilegal e seus membros perseguidos e presos. Jorge Amado teve que se exilar com a família na França, onde ficou até 1950, quando foi expulso. Em 1949, morreu no Rio de Janeiro sua filha Lila. Entre 1950 e 1952, viveu em Praga, onde nasceu sua filha Paloma.

De volta ao Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis.

A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba em várias partes do Brasil. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro.

Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado conforme seu desejo, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência na Rua Alagoinhas, no dia em que completaria 89 anos.

Premiações e Comendas

A obra de Jorge Amado mereceu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre os quais destacam-se: Stalin da Paz (União Soviética, 1951), Latinidade (França, 1971), Nonino (Itália, 1982), Dimitrov (Bulgária, 1989), Pablo Neruda (Rússia, 1989), Etruria de Literatura (Itália, 1989), Cino Del Duca (França, 1990), Mediterrâneo (Itália, 1990), Vitaliano Brancatti (Itália, 1995), Luis de Camões (Brasil, Portugal, 1995), Jabuti (Brasil, 1959, 1995) e Ministério da Cultura (Brasil, 1997).

Recebeu títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Venezuela, França, Espanha, Portugal, Chile e Argentina; além de ter sido feito Doutor Honoris Causa em 10 universidades, no Brasil, na Itália, na França, em Portugal e em Israel. O título de Doutor pela Sorbonne, na França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, em sua última viagem a Paris, quando já estava doente.

Crenças

Mesmo dizendo-se materialista, era simpatizante do candomblé, religião na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô no Ilê Opó Afonjá, do qual muito se orgulhava. Amigos que Jorge Amado prezava no candomblé as mães-de-santo Mãe Aninha, Mãe Senhora, Mãe Menininha do Gantois, Mãe Stella de Oxóssi, Olga de Alaketu, Mãe Mirinha do Portão, Mãe Cleusa Millet, Mãe Carmem e o pai-de-santo Luís da Muriçoca.

Academia Brasileira de Letras

Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 6 de abril de 1961, ocupando a cadeira 23, cujo patrono é José de Alencar. De sua experiência acadêmica, bem como para retratar os casos dos imortais da ABL, escreveu Farda, fardão, camisola de dormir, numa alusão clara ao formalismo da entidade e à senilidade de seus membros, então.

Obras

  • O País do Carnaval, romance (1930)
  • Cacau, romance (1933)
  • Suor, romance (1934)
  • Jubiabá, romance (1935)
  • Mar morto, romance (1936)
  • Capitães da areia, romance (1937)
  • A estrada do mar, poesia (1938)
  • ABC de Castro Alves, biografia (1941)
  • O cavaleiro da esperança, biografia (1942)
  • Terras do Sem-Fim, romance (1943)
  • São Jorge dos Ilhéus, romance (1944)
  • Bahia de Todos os Santos, guia (1945),(Tradução francesa:"Bahia de tous les saints"),Gallimard,Paris,1979
  • Seara vermelha, romance (1946)
  • O amor do soldado, teatro (1947)
  • O mundo da paz, viagens (1951)
  • Os subterrâneos da liberdade, romance (1954)
  • Gabriela, cravo e canela, romance (1958)
  • A morte e a morte de Quincas Berro d'Água, romance (1961)
  • Os velhos marinheiros ou o capitão de longo curso, romance (1961)
  • Os pastores da noite, romance (1964)
  • O Compadre de Ogum,romance (1964)
  • Dona Flor e Seus Dois Maridos, romance (1966)
  • Tenda dos milagres, romance (1969)
  • Teresa Batista cansada de guerra, romance (1972)
  • O gato Malhado e a andorinha Sinhá, historieta infanto-juvenil (1976)
  • Tieta do Agreste, romance (1977)
  • Farda, fardão, camisola de dormir, romance (1979)
  • Do recente milagre dos pássaros, contos (1979)
  • O menino grapiúna, memórias (1982)
  • A bola e o goleiro, literatura infantil (1984)
  • Tocaia grande, romance (1984)
  • O sumiço da santa, romance (1988)
  • Navegação de cabotagem, memórias (1992)
  • A descoberta da América pelos turcos, romance (1994)
  • O milagre dos pássaros , fábula (1997)
  • Hora da Guerra, crônicas (2008)

Cartas


São mais de cem mil páginas em processo de catalogação, as cartas trocadas com gente do mundo inteiro, guardadas num acervo isolado da Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador. A doação foi entregue com uma ressalva, por escrito: "Jorge escreveu que somente cinquenta anos após sua morte esse material devia ser aberto ao público", segundo a poeta Myriam Fraga, que dirige a casa desde sua criação, há vinte anos.


De relatos sobre livros e obras de arte a fatos do cotidiano, grandes escritores, poetas e intelectuais de seu tempo se corresponderam com ele: Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Monteiro Lobato e Gilberto Freyre, entre outros brasileiros; Pablo Neruda, Gabriel García Márquez e José Saramago, entre tantos outros estrangeiros. No campo da política, a correspondência se estabeleceu com nomes os mais variados como: Juscelino Kubitschek, François Mitterrand e Antônio Carlos Magalhães.


As cartas mostram como o escritor recebia os mais imprevistos pedidos, apresentava pessoas umas às outras, em época em que era intenso o diálogo via postal. A correspondência pessoal de Jorge Amado pode oferecer inestimável fonte de pesquisa.


Alguns trechos retirados de reportagem exclusiva, por Josélia Aguiar, à Revista Entre Livros - Ano 2 - nº 16:

  • De Gláuber Rocha, sem data, sobre a nova película (A idade da terra, de 1980). "Comecei o dia chorando a morte de Clarice (Lispector)", inicia assim a carta para adiante falar sobre o novo filme: "Está sendo feito como você escreve um romance. Cada dia filmo de dois a sete planos, com som direto, improvisado a partir de certos temas. (…) Estou, enfim, tendo a sensação de 'escrever com a câmera e com o som', tentando um caminho que fundiu a cuca do Jece (Valadão, ator) (…)".

  • Mário de Andrade, logo após ler Mar morto, em 1936, elogia o que chama de "realidade honesta" e a "linda tradição de meter lirismo de poesia na prosa": "Acaba de se doutorar em romance o jovem Jorge Amado, grande promessa do mundo intelectual".

  • Monteiro Lobato, também sob forte impressão após ler Mar morto, 1936: "Lí-o com a mesma emoção trágica que seus livros sempre me despertam", e conta que, ao visitar o cais do porto de Salvador, havia "previsto" que a obra seria escrita: "Qualquer dia o Jorge Amado presta atenção e pinta os dramas que devem existir aqui. Adivinhei.".

  • Pablo Neruda (em carta breve, com data de 16 de outubro e ano incerto, escrita a mão): "Será que no Brasil eu poderia fazer um ou dois recitais pagos?" (…) "Haverá algum empresário interessado em organizar com seriedade essa turnê?" (…).

Traduções das obras


Jorge Amado ainda é o autor brasileiro mais publicado em todo o mundo: sua obra foi editada em 52 países, e vertida para 49 idiomas e dialetos: albanês, alemão, árabe, armênio, azeri, búlgaro, catalão, chinês, coreano, croata, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, esperanto, estoniano, finlandês, francês, galego, georgiano, grego, guarani, hebraico, holandês, húngaro, iídiche, inglês, islandês, italiano, japonês, letão, lituano, macedônio, moldávio, mongol, norueguês, persa, polonês, romeno, russo (também três em braille), sérvio, sueco, tailandês, tcheco, turco, turcomano, ucraniano e vietnamita.

Televisão e Cinema

Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira, verdadeiros sucessos como Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra são criações suas, além de Dona Flor e Seus Dois Maridos e Tenda dos Milagres. A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil.

Fontes: Wikipédia, Fundação Casa de Jorge Amado

=================================

Artigo: Jorge Amado: árabe ou judeu?

Comentarista de um jornal do Rio de Janeiro aventou a possibilidade de ser Jorge Amado descendente de libaneses. Paloma Jorge Amado, sua filha, respondeu: “Os Amados vieram de Portugal com Nassau no tempo da Inquisição. Isso fez um primo nosso (...) achar que éramos holandeses. Papai o chamou à realidade: éramos judeus sefaradi fugindo... E estou certa de que era isso mesmo. Sem dúvida nenhuma, papai tem cara de árabe”.

Podemos deduzir, então, que os ascendentes da família Amado chegaram ao Brasil no séc.17, saídos não diretamente de Portugal, mas da Holanda; e são judeus sefaradis, não são árabes. Se estavam fugindo da Inquisição, eram cristãos-novos, ou seja, já eram convertidos ao cristianismo, pois a Inquisição não tinha jurisdição sobre judeus, mas só sobre os batizados na religião católica romana.

Sefarad é o nome hebraico da Península Ibérica, mencionado na profecia de Obadias, vers.20, como um dos lugares habitados pelos exilados de Jerusalém. O termo sefaradi, ou sefardita, ou sefaradita, refere-se aos descendentes dos judeus espanhóis e portugueses expulsos da Península Ibérica no final do séc. 15 que conservam as características culturais hispânicas.,

À época, houve duas expulsões. A de 1492, cujo decreto foi assinado por Isabel de Castela e Fernando de Aragão, ordenava a saída dos judeus que não se convertessem ao cristianismo. A intenção dos reis era que o território que hoje compõe a Espanha fosse exclusivamente cristão. A de 1497, quando os judeus são expulsos de Portugal (ou convertidos à força), sob D. Manuel, o Venturoso.

Desde a fundação do Estado de Israel (1948), o termo sefaradi vem sendo usado para designar os judeus de origem distinta da dos asquenazis (de origem alemã ou da Europa Central) e dos mizrahis (de origem árabe).

O ano de 1492 é marcante na história da Espanha. Ocorre a conquista de Granada, último território dos mouros na Península Ibérica; a expulsão dos judeus, que levaram sua cultura e seu idioma para os países que os acolheram; a publicação da primeira gramática escrita em língua neolatina, o castelhano; o descobrimento da América, em 12 de outubro.

O dialeto predominante naquele momento na Espanha, o castelhano, começa a se espalhar por todo o mundo: por um lado, judeus; por outro, cristãos-velhos, cristãos-novos, criptojudeus. Não se sabe ao certo quantos judeus saíram. Segundo estimativas mais tradicionais, os que se converteram seriam cerca de 50 mil; os que preferiram emigrar, cerca de 180 mil. Dirigiram-se para Portugal, Navarra ou França; Países Baixos (Holanda e Bélgica). Alguns escolheram fixar-se na Itália; outros seguiram caminho em direção ao Império Otomano. Muitos foram para o norte da África.

Então, o que deduzimos é que a família Amado saiu de Portugal para os Países Baixos e de lá veio, com Maurício de Nassau, para o Brasil. Nassau permitiu a liberdade de culto entre cristãos e judeus. Em 1637, foi fundada a sinagoga Kahal Zur Israel (Rocha de Israel), em Recife, a primeira das Américas.

Com a expulsão dos holandeses, vários judeus regressaram à Holanda. Outros foram para o Caribe e de lá chegaram a Nova Amsterdã, atual Nova Iork. Os que permaneceram no Brasil se espalharam pelo Nordeste ou se dirigiram para Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, atraídos pela descoberta de ouro e de pedras preciosas. Para essa região já haviam ido os bandeirantes, a maioria cristãos-novos ou declaradamente judeus.

Os remanescentes que permaneceram no Nordeste encontraram acolhida nos engenhos de cana-de-açúcar que pertenciam a judeus assumidos ou a cristãos-novos que judaizavam, ou seja, eram criptojudeus. Atualmente, passados séculos das perseguições inquisitoriais, brasileiros, principalmente nordestinos e descendentes, buscam suas raízes judaicas. São os bnei anussim, os “filhos dos forçados”.

Paloma Amado acrescenta, na resposta, que o pai “adorava o fato de ser de origem sefaradi. Dizia: “Árabe judeu e obá de Xangô, quer coisa melhor?”

  • Escritora e palestrante. Autora de Os caminhos de Sefarad (Uma língua e sua história)

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2020/08/4870279-jorge...

view all

Jorge Amado's Timeline

1912
August 10, 1912
Itabuna, Bahia, Brazil
1935
1935
2001
August 6, 2001
Age 88
Salvador, Bahia, Brazil
????
Salvador, Bahia, Brazil