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(Wikipédia)

As Três Ilhoas foram três irmãs açorianas que imigraram para o Brasil, onde aportaram por volta de 1723, fixando residência em Minas Gerais, onde se tornaram troncos de antigas, tradicionais e importantes famílias.

A constatação definitiva dos nomes das famosas Ilhoas deve-se à pesquisa do genealogista de Ouro Fino, José Guimarães. As Ilhoas, pela ordem cronológica, chamavam-se:

  1. Antônia da Graça de Aguiar (nascida em 1687), que deu origem, dentre outros, aos Junqueira e Meireles.
  2. Júlia Maria da Caridade (nascida em 1707), que deu origem, dentre outros, aos Garcia, Carvalho, Nogueira, Vilela, Reis e Figueiredo.
  3. Helena Maria de Jesus Gonçalves (nascida em 1710), que deu origem aos Resende.

As Três Ilhoas eram naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, na Vila da Horta, na Ilha do Faial, no arquipélago dos Açores.

Eram filhas de Antonio Nunes, irmão das “Três Ilhoas”. Diogo, por fim, se casaria com Júlia.

Antônia da Graça é a única das Ilhoas que passou ao Brasil já casada, com Manuel Gonçalves da Fonseca. As outras duas, casaram-se no Brasil.

A segunda, Júlia Maria da Caridade, casou-se a 29 de junho de 1724, em São João del-Rei, com Diogo Garcia, e a terceira, Helena Maria de Jesus, casou-se a 3 de outubro, de 1726, em Prados, com João de Resende Costa.

As Três Ilhoas eram netas paternas de Madalena Jorge. Por João Nunes, eram bisnetas de Manuel Lourenço e de Águeda Nunes; por Madalena Jorge, bisnetas de Gaspar Jorge e de Catarina Jorge.

As Três Ilhoas tiveram dois irmãos:

  1. José Nunes batizado a 14 de setembro de 1689 e falecido a 8 de agosto de 1711
  2. Antônio Nunes batizado a 12 de julho de 1692, que foi piloto e permaneceu no Faial, onde se casou com Ana Maria da Silveira, filha de Pascoal Silveira e de Maria da Ressureição, esta irmã de Diogo Garcia.

Inúmeros autores citam as “Três Ilhoas” como “célebres, famosas e lendárias”. Tais predicados têm sua origem na notória descendência que deixaram em Minas Gerais e em outros estados, onde a maioria das famílias importantes encontravam em seu tronco uma ou mais destas açorianas, que passaram a ser citadas com grande respeito e admiração, ao ponto de que “dizer-se descendente das Ilhoas pode ser considerado a descrição de uma genealogia completa”.

Bibliografia:

  1. GUIMARÃES, José, "As Três Ilhoas", publicação póstuma em três volumes e cinco tomos, com o patrocínio de Roberto Vasconcellos Martins.
  2. GUIMARÃES, José, "Os Garcias, o Fundador de Baependi", edição do autor.