João Vaz de Almada

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João Vaz de Almada

Birthdate:
Death: (Date and location unknown)
Immediate Family:

Son of Vasco Lourenço de Almada and Maria Cunha
Husband of NN and Joana Anes
Father of João Vaz de Almada, senhor de Pereira; Brites de Almada; Álvaro Vaz de Almada, 1º conde de Abranches and Pedro Vaz de Almada
Brother of Joana Vaz de Almada

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Last Updated:

About João Vaz de Almada

João Vaz de Almada (século XIV), tendo sido mercador, morador em Lisboa, foi um dos grandes apoiantes do mestre de Avis, que o armou cavaleiro após a batalha de Aljubarrota, sendo seu vassalo, seu conselheiro e seu capitão-mor e embaixador em algumas acções parlamentares do reinado, factos que lhe valerem a doação de vários direitos.

Segundo o cronista Gomes Anes de Azurara, terá estado presente na conquista de Ceuta, no Norte de África. Cabendo-lhe a honra de, como alferes-mor de Lisboa que era, de colocar lá a bandeira de São Vicente e que é um símbolo local que ainda perdura até hoje .

Foi enviado como embaixador a Inglaterra e apoiou o rei Henrique V na Guerra dos Cem Anos.

Terá sido provavelmente cavaleiro da Ordem da Jarreteira (Order of the Garter), segundo alguns historiadores, mas até ao momento não existem indicações documentais verdadeiramente fidedignas que o consigam comprovar e não consta nas respectivas listas.

Biografia

A 17 de Outubro de 1384, o mestre de Aviz tirou para sempre a «Joham uaasquez d almadaã», e a todos os seus herdeiros e sucessores, o foro de 40 libras anuais que pagava por uma casas em Lisboa aforadas ao rei, que já tinham sido aforadas por D. Fernando a seu pai Vasco Lourenço de Almada.

A 8 de Dezembro de 1386 o rei D. João I doou, enquanto fosse sua mercê, a João Vasques de Almada, cavaleiro seu vassalo, todas as rendas e direitos de Ponte de Lima. Teve esta mercê muito pouco tempo, pois foi depois dada a Álvaro Gonçalves de Vila Viçosa, cavaleiro seu vassalo, e a 27 de Março de 1388 as ditas rendas e direitos foram doados a João Rodrigues de Sá, seu camareiro-mor.

A 12 de Dezembro de 1388 continua a ser referido apenas como João Vasques de Almada quando D. João I lhe doa todas as rendas e direitos dos judeus da comuna de Santarém. Mas já vem referido como João Vasques de Almada seu vassalo quando a 27 de Maio de 1389 o mesmo rei lhe doou, enquanto for sua mercê, todas as julgadas que a coroa recebia do pão semeado nos olivais do termo da vila de Santarém.

Elaborou testamento em 1410.

A 7 de Janeiro de 1434 o rei D. Duarte confirma ao seu filho Álvaro Vaz de Almada um casal no reguengo de Algés, que já fora de seu pai João Vaz de Almada que o tivera em dote de casamento de seu sogro João Anes.

A 16 de Janeiro de 1449 o rei D. Afonso V privilegia Rodrigo Anes, morador na cidade de Lisboa, sobrinho de João Vasques de Almada, isentando-o de qualquer encargo concelhio, de ser posto por besteiro do conto, bem como do direito de pousada.

Fernão Lopes, na «Crónica de El-Rei D. João I» (vol. 2º cap. 58), refere "como o Mestre ordenou por fronteiro de entre Tejo e Odiana, Nuno Álvares Pereira (…) e ele trabalhou-se de levar consigo até quarenta escudeiros bons, dos bons que na cidade havia por segurança do Mestre, como alguns escrevem, mas porque cumprisse seu talento que foi haver em sua companhia homens que fossem por nome e obras; dos quais diremos aqui alguns por verdes quem foram e ficarem em relembrança saber (…) João Vasques de Almada, Antão Vasques de Almada, (…)». E acrescenta (cap. 92) «como Nuno Alvares escolheu o seu Conselho, escolheram entonce os de Lisboa entre si pera serem do Conselho, João Vasques de Almada (…)». O mesmo cronista (vol. 4º, cap. 39), aponta alguns dos nomes dos que estavam com D. João I em Aljubarrota, dizendo que foram então armados cavaleiros, entre eles João Vasques de Almada e seu irmão Antão.

De Felgueiras Gayo, temos: "Relação dos fidalgos que o Sor. Rei D. João I armou Cavaleiros antes de entrarem na Batalha de Aljubarrota pela sua própria mão, como consta das memórias para a História de Portugal que compreendem o governo do dito Rei o Sehr. D. João I, liv.3º cap. 252 fl. 1233. Aí está referido: o nosso João Vasques de Almada; Rui Vasques de Castellobranco; Affonso Pires da Charneca, irmão do Doutor Martim Affonso; ...................; ................... e o Antão Vasques de Almada, que outros dizem de Lisboa .

O Marquês de Sande diz que: "Foi um dos esforçados e valentes cavaleiros que naquele tempo teve El-Rei, que lhe deu umas casas em Lisboa, os direitos e rendas de Ponte do Lima, as jugadas, olivais e judiaria de Santarém e ultimamente o fez do seu Conselho e Capitão-Mor do Reino pelos muitos serviços que dele recebeu".

Cedo foi encarregado de missões diplomáticas a Castela, para ajudar a negociar a paz, e a Inglaterra conforme diz José Soares da Silva e confirma Visconde de Santarém no "Quadro Elementar das Relações Políticas E Diplomáticas de Portugal" tom. 14 pg.131, estando presente: "Em Fevereiro deste mesmo ano (1400) e não no de 1405, como diz um historiador português, El-Rei D. João I querendo estreitar mais os laços de parentesco que existiam entre as duas Famílias Reais de Portugal e Inglaterra, negociou o casamento da Senhora D. Beatriz (sua filha natural) com Thomas Fitzalan, Conde de Arundel e de Surrey, Cavaleiro da Jarreteira[6] [7] .

A negociação deste casamento foi principiada pelo Embaixador em Inglaterra, João Vasques de Almada e continuada pelo Dr. Martim Docem .

O Rei de Portugal, depois da morte de Henrique IV, querendo continuar as suas relações políticas e de amizade com o novo Soberano de Inglaterra, em 20 de Março de 1413, lhe enviou por embaixador João Vasques de Almada, "pessoa de grande autoridade que na guerra tinha mostrado o seu valor e nos negócios políticos o seu talento e que por vezes havia preenchido diversas missões em Inglaterra como havemos referido" refere o mesmo Visconde na obra citada na pg. 139, para confirmar o tratado de aliança 1386 entre ambos os países[9] .

Em 26 de Setembro de 1414 o rei inglês dirige-lhe uma missiva para levantar 400 lanças para o rei português.

"Tendo acompanhado o Rei de Inglaterra a França, na Guerra dos Cem Anos, foi o principal motor de se tomar a Cidade de Ruão", diz um manuscrito de Leitão Manso de Lima.

Na verdade para isso chegou a ter no seu comandado duzentas naus portuguesas, integradas na esquadra de Henrique V, que nomeadamente em 1415 bloquearam o rio Sena e também participaram na conquista da referida cidade francesa.

Terá sido ele ou seu filho (com o mesmo nome) o encarregado de escolher as espadas que a Rainha, havia de entregar aos Infantes, para a conquista de Ceuta. Azurara na "Crónica de El-Rei D. João I" cap. 40, relata o episódio da entrega das espadas: ".......acabando assi estas cousas chegou aí Johão Vasques de Almada, que trazia feitas e guarnecidas aquelas espadas". A este facto também se refere Rodrigo Cordeiro, nos "Serões de História" tom. 1º pg. 167.

Segundo Gaspar de Faria e Manso de Lima, dizem: "Voltando de Ceuta teve, em Lisboa, uma briga com Gonçalo Pires Malafaia, regedor de justiça, à porta do Tribunal, a quem fez umas feridas, motivo porque voltou novamente para Inglaterra".

Segundo Manso de Lima, morreu em Inglaterra e "os seus olhos foram trazidos para Portugal".

Foi enterrado no jazigo da família do claustro do Convento de São Francisco da Cidade, em Lisboa.

Cavaleiro da Ordem da Jarreteira

Foi um dos Cavaleiros da Jarreteira, segundo Abade de Castro na "Notícias acerca dos Reis de Portugal e Grandes de Portugal que foram Cavaleiros da Ordem da Garreteia".

Cabêdo, nota que foi o primeiro português que teve essa honra.

Maced. Flor de Espan. cap. 23 , diz o seguinte: "Juan Vaz de Almada por su valor mereceo en Inglaterra la insignia del ordem real de aquella Corona y ser Embaixador de su Rei. La misma insignia teivo Pedro Vaz su hijo, y Alvaro Vaz de Almada hermano de Pedro Vaz".

Apesar destas referências, estes nomes não constam da lista de Cavaleiros da Ordem da Jarreteira. Apenas consta o nome do seu filho Alvaro Vasquez de Almada, Conde de Avranches, que a julgar pelos seus feitos individuais possa ter sido alcançado por direito próprio, mas, não deixa de ser verdade que terá com toda a certeza ajudado pelo prestígio que seu pai na corte inglesa pela história que igualmente se conhece.

Dados genealógicos Filho de:

Vasco Lourenço de Almada Casou 1.ª vez com:

Joana Anes, filha do referido acima João Eanes, vedor da Fazenda de D. Fernando, casado com Constança Abril em 1375.

Filhos:

Pedro Vaz de Almada casado como Leonor Gouveia de Queirós

D. Álvaro Vaz de Almada, 1º conde de Abranches.

Casou 2.ª vez com:

Leonor Afonso.

Teve ilegítimo (ou da referida 2.ª esposa):

João Vaz de Almada casado com D. Violante de Castro.

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