Getúlio Vargas, 14º e 17º Presidente do Brasil

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Getúlio Dornelles Vargas, 14º e 17º Presidente do Brasil

Nicknames: "Getúlio Vargas"
Birthdate:
Birthplace: São Borja, RS, Brazil
Death: Died in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Cause of death: Suicídio
Place of Burial: São Borja, Rio Grande do Sul, Brazil
Immediate Family:

Son of Manoel do Nascimento Vargas and Cândida Francisca Dornelles
Husband of Darci de Lima Sarmanho
Father of Jandira Sarmanho Vargas; Alzira Vargas do Amaral Peixoto; Manuel Antonio Sarmanho Vargas; Lutero Vargas and Getúlio Sarmanho Vargas
Brother of Viriato Dornelles Vargas; Benjamim Dornelles Vargas; Spartacus Dornelles Vargas; Jovita Dornelles Vargas and Protásio Dornelles Vargas

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Last Updated:

About Getúlio Dornelles Vargas, 14º e 17º Presidente do Brasil

Getúlio Dornelles Vargas (São Borja, 19 de abril de 1882 — Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1954) foi um advogado e político brasileiro, líder civil da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha, depondo seu 13º e último presidente Washington Luís e impedindo a posse do presidente eleito em 1 de março de 1930, Júlio Prestes.

Foi presidente do Brasil em dois períodos. O primeiro de 15 anos ininterruptos, de 1930 a 1945, e dividiu-se em 3 fases:

  1. De 1930 a 1934, como chefe do "Governo Provisório".
  2. De 1934 a 1937, Getúlio governou o país como presidente da república do Governo Constitucional, tendo sido eleito presidente da república pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934;
  3. De 1937 a 1945, enquanto durou o Estado Novo implantado após um golpe de estado.

No segundo período, em que foi eleito por voto direto, Getúlio governou o Brasil como presidente da república, por 3 anos e meio: de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954, quando se matou.

Getúlio era chamado pelos seus simpatizantes de "o pai dos pobres", título criado pelo seu Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, enfatizando o fato de Getúlio ter criado muitas das leis sociais e trabalhistas brasileiras. Existiu, na história do Brasil, um outro "Pai dos Pobres", foi o governador da Capitania de Minas Gerais Luís Diogo Lobo da Silva.

A sua doutrina e seu estilo político foram denominados de getulismo ou varguismo. Os seus seguidores, até hoje existentes, são denominados getulistas.

Suicidou-se em 1954 com um tiro no coração, em seu quarto, no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal. Getúlio Vargas foi um dos mais controvertidos políticos brasileiros do século XX. Sua influência se estende até hoje. A sua herança política é invocada por pelo menos dois partidos políticos atuais: o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Get%C3%BAlio_Vargas)

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[http://en.wikipedia.org/wiki/Getúlio_Vargas Getúlio Dornelles Vargas] (19 April 1882 – 24 August 1954) served as President of Brazil, first as dictator, from 1930 to 1945, and in a democratically elected term from 1951 until his suicide in 1954. Vargas led Brazil for 18 years, the most for any President, and second in Brazilian history only to Emperor Pedro II among heads of government. He favored nationalism, industrialization, centralization, social welfare and populism – for the latter, Vargas won the nickname "O Pai dos Pobres" (Portuguese for "The Father of the Poor"). Despite his promotion of workers' rights, Vargas was a staunch anti-communist.

Vargas was brought to power by political outsiders and the rank and file of the Armed Forces in the Revolution of 1930, a reaction to his loss in elections earlier that year. His ascent marked the end of the Brazilian oligarchic Old Republic and states' dominated café com leite ("coffee with milk") politics. He successfully influenced the outcome of the Brazilian presidential election of 1934, and instituted an authoritarian corporatist regime in 1937 known as the Estado Novo ("New State"), prolonging his hold onto power. Vargas went on to appease and eventually dominate his supporters, and pushed his political agenda as he built a propaganda machine around his figure.

Vargas sought to transform Brazil from a plantation-based economy into an industrialized powerhouse under the guidance of government intervention. His embrace of developmentalism was expressed not only in strong rhetoric, but also by lending protection to domestic industries and in a heavy investment budget aimed at kick-starting "strategic" sectors and setting up the necessary infrastructure. Vargas created state monopolies for oil (Petrobras), mining (Vale), steelmaking (National Siderurgy Company), alkalis (National Alkalis Company) and automobiles (National Motors Factory). His policies shaped the Brazilian economic debate for decades, from the leftist governments of Juscelino Kubitschek and João Goulart to the right-wing military dictatorship of 1964 to 1985. The protectionist trend was reversed by the 1990s with the liberal reforms of Fernando Collor and Fernando Henrique Cardoso.

With the global rise of democracy in the aftermath of World War II, Vargas agreed to cede power in free elections, thus ending the Vargas Era. His popularity earned him a late presidential term, but mounting pressure and political strife over his methods led him to suicide. He was the first president in the country to draw widespread support from the masses and is regarded as the most influential Brazilian politician of the twentieth century. He was also a lawyer and landowner and occupied the 37th chair of the Brazilian Academy of Letters from 1943 until his death in 1954.

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A Carta-Testamento de Getúlio Vargas, na íntegra:

Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.

(Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)

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Getúlio Vargas, 14º e 17º Presidente do Brasil's Timeline

1882
April 19, 1882
São Borja, RS, Brazil
1912
February 24, 1912
Age 29
São Borja, Rio Grande do Sul, Brazil
1913
April 23, 1913
Age 31
1914
November 22, 1914
Age 32
São Borja, Rio Grande do Sul, Brazil
1917
1917
Age 34
1920
1920
Age 37
1954
August 24, 1954
Age 72
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
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São Borja, Rio Grande do Sul, Brazil